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Flávio Dino determina bloqueio de R$ 6,1 milhões de Eduardo Cunha por suspeita de desvio de emendas

Decisão do ministro do STF atende pedido da Polícia Federal em investigação sobre supostas irregularidades na destinação de recursos parlamentares.

Por Mila Farias

· 2 min de leitura

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Flávio Dino determina bloqueio de R$ 6,1 milhões de Eduardo Cunha por suspeita de desvio de emendas
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões em bens e ativos do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-RJ). A medida faz parte de uma investigação da Polícia Federal que apura um suposto esquema de desvio e direcionamento irregular de emendas parlamentares. A decisão, assinada no último dia 6 de julho, tornou-se pública neste domingo (12). 

Segundo as investigações, mesmo sem exercer mandato parlamentar, Eduardo Cunha teria atuado na definição e no remanejamento de emendas destinadas a municípios, utilizando sua influência política para interferir na distribuição dos recursos. A Polícia Federal aponta indícios de que o ex-deputado desempenhava papel relevante no esquema investigado. 

Além do bloqueio de bens, Flávio Dino determinou a suspensão da execução de despesas relacionadas às emendas sob investigação e requisitou informações à Câmara dos Deputados para auxiliar no andamento do processo. As medidas têm como objetivo preservar recursos que possam ser utilizados para eventual ressarcimento ao erário, caso as irregularidades sejam confirmadas. 

A defesa de Eduardo Cunha nega qualquer irregularidade. Em nota, os advogados afirmaram que o valor bloqueado corresponde ao montante global das emendas investigadas e não representa recebimento de vantagem indevida pelo ex-deputado. A defesa também informou que solicitará acesso aos autos para exercer plenamente o direito ao contraditório e à ampla defesa. 

A investigação integra um conjunto de ações conduzidas pelo STF e pela Polícia Federal para apurar possíveis desvios de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. O inquérito segue em andamento e poderá resultar em novas diligências e medidas cautelares contra outros investigados. 

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