Manifestantes da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) iniciaram as manifestações contra o bloqueio de recursos para educação anunciado pelo Ministério da Educação (MEC).

A suspensão das atividades, que ocorre somente nesta quarta-feira (15), faz parte de uma ação contra o bloqueio de verbas da educação e contra a reforma da previdência declarada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.

O contingenciamento total foi de R$ 1,704 bilhões e os cortes que correspondem a 24,84% das verbas discricionárias vão afetar setores como água, luz, telefone, terceirizados, reforma e pesquisas. Em 2019, as verbas discricionárias são 13,83% do total do orçamento de todas as federais e os 86,17% restantes são verbas obrigatórias como salário e aposentadoria.

Durante o ato, os manifestantes bloquearam a Avenida dos Portugueses, em São Luís. A presidente da Associação dos Professores da Ufma, Sirliane Paiva, afirmou que o corte invibializa o progresso do ensino público. “O ensino público não tem condição de funcionar com os cortes. Nós não estamos falando somente das universidades, estamos falando do ensino técnico, do ensino médio, do corte na educação como um todo”, explicou.

Segundo Sirliane Paiva, as universidades não terão condições de funcionar após o mês de agosto. “Há muito tempo que a universidade vem cortando e cada vez que a verba é cortada, a segurança diminui. Não existe a redução de dinheiro que não seja necessário cortar alguma coisa. Não estamos falando que os alunos vão ficar sem alimentação, porque existe uma quantidade grande de alunos que come todos os dias lá e que ficam na universidade o dia inteiro, cortar a alimentação será a última coisa a ser feita, mas a situação está ficando cada vez mais insustentável”, finalizou.

Fonte: G1 MA