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Mariana, 10 anos: A tragédia da barragem de Fundão ainda sem justiça no Brasil

O processo criminal sobre o rompimento da barragem de Fundão permanece sem decisão, enquanto acordos de reparação seguem em execução, após recurso do MPF contra absolvições de 2024. Parte das acusações já prescreveu.

Por Redação 100.9
14 de Novembro de 2025 às 15:05

O desastre causado pelo rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, em Mariana (MG), completa quase uma década, mas os desdobramentos judiciais no Brasil ainda seguem sem resolução. O processo criminal, que ainda não teve decisão definitiva, enfrenta o desafio de crimes prescritos, enquanto as reparações continuam em andamento.


Processo criminal no Brasil: recurso do MPF ainda não analisado

Em novembro de 2024, a Justiça Federal absolveu as empresas envolvidas — Samarco, Vale, BHP, a consultoria VogBR — e todos os réus, ao considerar que as provas apresentadas não foram suficientes para identificar condutas individuais que levaram ao rompimento da barragem. A juíza Patricia Alencar Teixeira de Carvalho aplicou o princípio de que, em casos de dúvida, os réus devem ser favorecidos.

Após essa decisão, o Ministério Público Federal (MPF) recorreu, argumentando que houve omissões em diferentes setores da estrutura organizacional da mineradora, o que teria aumentado o risco da operação da barragem. O recurso, no entanto, ainda não foi analisado, e parte dos crimes já prescreveu. Em parecer emitido em segunda instância, o MPF reafirmou que dirigentes da Samarco tinham pleno conhecimento dos riscos de liquefação e colapso da estrutura da barragem.

O MPF segue pedindo a responsabilização das empresas, bem como de seis ex-dirigentes e técnicos da Samarco, incluindo Ricardo Vescovi, Kleber Terra, Germano Lopes, Wagner Alves, Daviély Silva e Samuel Paes Loures. As mineradoras, por sua vez, alegam que sempre atuaram dentro da legalidade. Já a BHP, acionista da Samarco, ainda não se pronunciou.


Acordo de reparação: 170 bilhões de reais para indenizações e reparações

Enquanto a esfera criminal permanece sem decisão, a justiça cível avançou com um acordo de reparação firmado em outubro de 2024. O valor acordado foi de R$ 170 bilhões, incluindo recursos já utilizados, com o objetivo de cobrir os danos causados pelo rompimento da barragem.

A repactuação foi necessária após a avaliação de que as ações da Fundação Renova, criada para gerir a reparação, não estavam sendo suficientes. Como resultado, parte das responsabilidades foi transferida para a União e os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. O governo federal passou a administrar um programa de transferência de renda para agricultores familiares e pescadores atingidos pela tragédia.

No entanto, moradores das áreas devastadas, como a comunidade de Bento Rodrigues, relatam que o processo de reparação segue de maneira lenta. O valor de R$ 32 bilhões do acordo ficou sob responsabilidade da Samarco, que tem gerido as indenizações individuais, os reassentamentos e a recuperação ambiental. De acordo com a empresa, R$ 14 bilhões já foram pagos em indenizações e auxílios.

A Fundação Renova, que gerencia o restante da reparação, registrou até setembro de 2024 a execução de R$ 18,1 bilhões do montante pactuado. No entanto, os processos de reparação continuam com dificuldades, especialmente nas áreas afetadas, onde muitas comunidades ainda aguardam soluções mais rápidas.


Responsabilidade internacional: decisão favorável no Reino Unido

Enquanto no Brasil o processo judicial permanece sem definição, no exterior houve um avanço significativo. Na última sexta-feira (14), a Justiça britânica condenou a mineradora BHP, acionista da Samarco, em uma ação coletiva movida por atingidos pelo desastre. A decisão reconheceu a responsabilidade da empresa, mas ainda não definiu o valor final das indenizações.

A ação envolveu cerca de 620 mil autores, incluindo moradores, comunidades, municípios, empresas e instituições religiosas, que reivindicam aproximadamente R$ 230 bilhões em indenizações. Esta condenação representa o maior processo judicial já analisado no Reino Unido envolvendo um desastre socioambiental brasileiro.


Desdobramentos pendentes no Brasil

Com as decisões pendentes e as acusações já prescrevendo, o processo judicial brasileiro sobre o rompimento da barragem de Fundão ainda não chegou a uma resolução definitiva. O cenário de incerteza persiste, deixando a sociedade e as vítimas da tragédia aguardando uma resposta mais concreta e justa para um desastre que impactou profundamente o município de Mariana e a região.

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