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PF deflagra Operação Fundo Oculto e investiga esquema de R$ 10 milhões em campanhas eleitorais no Maranhão

Operação cumpre 25 mandados, bloqueia R$ 4 milhões e apura desvio de recursos públicos para financiamento ilegal de candidaturas nas eleições de 2024.

Por Thais Cutrim

· atualizado em 10/06/2026 às 15:28 · 2 min de leitura

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PF deflagra Operação Fundo Oculto e investiga esquema de R$ 10 milhões em campanhas eleitorais no Maranhão
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (10), a Operação Fundo Oculto para desarticular duas organizações criminosas suspeitas de desviar recursos públicos e financiar ilegalmente campanhas eleitorais no Maranhão. Segundo as investigações, o esquema teria movimentado quase R$ 10 milhões durante as eleições municipais de 2024.

De acordo com a PF, a fraude envolvia empresas contratadas por prefeituras maranhenses. Após o recebimento de recursos públicos, os valores eram sacados em espécie para dificultar o rastreamento e, posteriormente, distribuídos por meio de contas de terceiros utilizadas para ocultar a origem do dinheiro.

As investigações apontam ainda a participação de um funcionário de uma agência bancária em São Luís, responsável por facilitar os saques e movimentações financeiras. A Polícia Federal identificou que o fluxo de recursos aumentou significativamente nas semanas que antecederam o pleito municipal. Em apenas um dos núcleos investigados, os repasses ilegais alcançaram cerca de R$ 2 milhões.

Segundo a corporação, foram encontrados registros de controle de “caixa dois” e documentos que detalhavam a logística de entrega dos valores e até o monitoramento da presença policial nas proximidades da instituição financeira utilizada pelo grupo.

A PF informou que, até o momento, pelo menos 15 candidatos teriam sido beneficiados diretamente pelos recursos desviados ou participado de negociações para recebimento dos valores.

Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, o afastamento de um servidor público e o sequestro de R$ 4 milhões em bens e valores.

As medidas têm como objetivo aprofundar as investigações, recuperar recursos desviados e impedir a continuidade das atividades criminosas.

Os investigados poderão responder por crimes como falsidade ideológica eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, desvio de recursos públicos e outros delitos contra a administração pública.

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