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Banco Central eleva projeção de crescimento da economia brasileira para 2% em 2026

Melhora nas perspectivas para agropecuária e indústria impulsiona revisão do PIB, mas inflação e cenário internacional seguem como desafios.

Por Thais Cutrim

· 2 min de leitura

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Banco Central eleva projeção de crescimento da economia brasileira para 2% em 2026
O Banco Central (BC) revisou para cima a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026, elevando a estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,6% para 2%, conforme divulgado no Relatório de Política Monetária publicado nesta quinta-feira (25).

A revisão foi motivada pelo desempenho acima do esperado da economia no primeiro trimestre do ano, quando o PIB cresceu 1,1% em comparação com o último trimestre de 2025. O avanço foi registrado nos três principais setores da economia: agropecuária, indústria e serviços.

Segundo o BC, a melhora das perspectivas para a agropecuária e a indústria extrativa, além do fortalecimento da demanda interna, do consumo das famílias e dos investimentos empresariais, contribuíram para a revisão positiva da projeção.

Apesar do cenário mais favorável para o crescimento econômico, a autoridade monetária alertou para os efeitos das taxas de juros ainda elevadas e das incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio, que impactam principalmente os preços dos combustíveis e dos alimentos.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a taxa básica de juros, a Selic, foi reduzida pela terceira vez consecutiva, passando de 14,50% para 14,25% ao ano. Ainda assim, o Banco Central avalia que o ambiente externo continua trazendo riscos para a atividade econômica e para o controle da inflação.

O relatório também aponta preocupação com o avanço dos preços. A inflação oficial acumulada em 12 meses chegou a 4,72% em maio, acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 4,5%. O BC estima que a inflação permanecerá acima do limite de tolerância durante parte de 2026, com tendência de recuo apenas em 2027.

Outro destaque do documento é a manutenção da previsão de crescimento de 9% para o crédito no país em 2026. O Banco Central projeta expansão tanto para pessoas físicas quanto para empresas, impulsionada por programas governamentais de incentivo ao crédito e renegociação de dívidas.

Nas contas externas, a instituição reduziu a estimativa de déficit em transações correntes para US$ 56 bilhões, o equivalente a 2,1% do PIB. O resultado reflete principalmente a expectativa de aumento das exportações brasileiras, favorecidas pela valorização de commodities como soja, carne bovina e petróleo.

Mesmo com perspectivas mais positivas para o crescimento econômico, o Banco Central ressalta que a evolução da inflação, o cenário internacional e os desdobramentos dos conflitos geopolíticos continuarão sendo fatores decisivos para o desempenho da economia brasileira nos próximos meses.

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