O deputado estadual Wellington do Curso anunciou que irá formalizar denúncia contra empresas que operam o transporte por ferryboat após ser impedido, pela terceira vez, de realizar a travessia entre Ponta da Espera e Cujupe. O episódio comprometeu sua agenda política no interior do estado, incluindo uma audiência pública em Cururupu.
Segundo o parlamentar, ele havia adquirido passagem para o ferry das 3h da madrugada, mas foi informado, pouco antes do embarque, de que a embarcação “Cidade de Araioses”, da empresa Servi-Porto, foi retirada de operação por problemas técnicos. Com isso, ele e sua equipe foram remanejados para o ferry “São Gabriel”, operado pela empresa Henvil, com saída prevista para as 5h.
Ao chegar ao terminal, no entanto, Wellington foi surpreendido com a informação de que não havia espaço disponível para o embarque do veículo, mesmo com a passagem previamente comprada. O deputado criticou a situação e classificou o episódio como “descaso” e “falta de respeito” com a população.
De acordo com ele, diversos passageiros também foram prejudicados, enfrentando longas filas e impossibilidade de embarque. O parlamentar alertou ainda para a possibilidade de agravamento do problema em períodos de maior fluxo, como a Semana Santa.
Wellington do Curso afirmou que acionará a Empresa Maranhense de Administração Portuária e órgãos de controle e investigação para apurar responsabilidades. Ele também denunciou a violação dos direitos dos consumidores e destacou que a precariedade no transporte afeta diariamente os maranhenses.
O deputado concluiu lamentando o que chamou de “realidade de humilhação” enfrentada pela população, tanto na travessia por ferryboat quanto nas condições das rodovias do estado.