Com a paralisação do transporte coletivo em São Luís e o atraso na liberação dos vouchers anunciados pela prefeitura, usuários de aplicativos de mobilidade enfrentaram aumento significativo no valor das corridas e dificuldades para se deslocar pela capital maranhense. A situação gerou críticas diretas ao prefeito Eduardo Braide, acusado de não apresentar uma solução eficaz diante do impasse.
Desde as primeiras horas do dia, passageiros passaram a relatar nas redes sociais preços muito acima do normal em plataformas como Uber e 99. Em diversos casos, trajetos considerados curtos chegaram a custar o dobro ou até o triplo do valor habitual, sem que houvesse qualquer tipo de subsídio ativo por parte do município.
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Na véspera, a Prefeitura de São Luís havia anunciado a liberação temporária de vouchers para corridas por aplicativo como medida emergencial para reduzir os impactos da greve dos rodoviários. No entanto, usuários afirmam que o benefício não foi disponibilizado para a maioria das pessoas, o que aumentou a sensação de improviso e falta de planejamento.
Sem ônibus circulando e sem o auxílio prometido, trabalhadores, estudantes e pacientes que dependem do transporte público ficaram sem alternativas viáveis para se locomover. A ausência de informações claras sobre a continuidade dos vouchers e sobre o andamento das negociações com o setor agravou o clima de insatisfação entre a população.
Até o momento, a Prefeitura de São Luís não divulgou novo posicionamento sobre a retomada dos vouchers nem informou um prazo para a normalização do transporte coletivo. Enquanto isso, moradores seguem arcando com os custos elevados das corridas por aplicativo e cobrando respostas do poder público.