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Intoxicação por metanol: Fábrica clandestina utilizava etanol adulterado de postos de combustíveis

Encontro de fábrica em São Bernardo do Campo, na Grande SP, revela origem de bebidas fatais; investigação aponta para vínculo com primeiros casos de óbitos na capital paulista

Por Redação 100.9
10 de Outubro de 2025 às 15:34

A Polícia Civil descobriu uma fábrica clandestina de bebidas alcoólicas em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, que comprava etanol adulterado de postos de combustíveis para produzir bebidas que levaram à morte de duas pessoas por intoxicação com metanol. O local foi encontrado nesta sexta-feira (10) durante uma investigação relacionada aos primeiros óbitos por contaminação na capital paulista. As vítimas haviam consumido vodka adquirida no mesmo bar onde foram feitas as compras fatais.

Durante a coletiva de imprensa, o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, explicou que o etanol utilizado para a fabricação das bebidas falsificadas continha mais de 40% de metanol, em alguns casos. Segundo ele, o etanol adulterado tinha origem em um posto ou uma rede de postos de combustíveis.

Os suspeitos presos até agora, de acordo com o secretário, não têm relação com facções criminosas. Eles, na verdade, foram vítimas de uma organização criminosa especializada em adulteração de combustíveis, que lucra com a prática ilícita.

O metanol, uma substância altamente tóxica e proibida para o consumo humano, era misturado ao etanol com o objetivo de aumentar o volume das bebidas originais, tornando o processo mais lucrativo para os falsificadores.

Após rastrear as garrafas consumidas pelas vítimas, os investigadores conseguiram localizar a fábrica clandestina e cumprir mandados de busca e apreensão no local. A operação resultou no desmantelamento do imóvel e na apreensão de materiais que serão enviados para perícia.

A proprietária do estabelecimento foi presa em flagrante e enfrentará acusações de falsificação, corrupção e adulteração de produtos alimentícios. A pena prevista para os crimes é de 4 a 8 anos de reclusão, além de multa.


Vítimas da adulteração

 Uma das vítimas dessa fraude foi o empresário Ricardo Lopes Mira, de 54 anos, que passou mal no dia 12 de setembro após consumir a bebida adulterada. Ele faleceu quatro dias depois. O bar onde ele consumiu a bebida, localizado na Mooca, na Zona Leste de São Paulo, foi alvo da investigação, e os agentes apreenderam nove garrafas — uma de gin e oito de vodka, tanto abertas quanto fechadas.

Peritos analisaram as garrafas e detectaram metanol em oito delas, com concentrações que variavam entre 14,6% e 45,1%.


Suspeitas sobre o envolvimento do PCC

 Após a divulgação dos primeiros casos de intoxicação, a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) levantou a suspeita de que o metanol utilizado para adulterar as bebidas pudesse ser o mesmo importado ilegalmente pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) para falsificar combustíveis.

Entretanto, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), descartou qualquer ligação entre facções criminosas e a produção das bebidas adulteradas. Ele afirmou que as investigações apontam para hipóteses diferentes.

A Polícia Civil de São Paulo investiga duas linhas principais sobre as causas da adulteração. Uma delas sugere que o metanol foi utilizado para higienizar garrafas recicladas, que não foram destinadas corretamente para a reciclagem. A outra linha de investigação indica que o metanol poderia ter sido usado para aumentar o volume da bebida falsificada, sem que o falsificador soubesse que o produto estava contaminado.

Por sua vez, a Polícia Federal não descarta nenhuma das hipóteses, incluindo a possibilidade de que os casos possam estar relacionados à megaoperação contra o crime organizado, realizada em agosto, que desmantelou um esquema bilionário no setor de combustíveis.



Em uma declaração recente, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, comentou sobre essa possibilidade: "Se o metanol tiver origem em combustíveis fósseis, é outra hipótese que está sendo investigada. Tivemos recentemente uma grande operação de combate à infiltração do crime organizado no setor de combustíveis, e muitos tanques de metanol foram abandonados após essa ação. Essa hipótese está sendo analisada pela Polícia Federal".

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