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Cristã desaparece em prisão iraniana e acende alerta sobre perseguição religiosa
Família está há semanas sem notícias enquanto denúncias apontam agravamento das condições carcerárias no país.
Por Thais Cutrim
30 de Março de 2026 às 15:43
As condições nas prisões do Irã se deterioraram drasticamente em meio ao atual conflito no país, aumentando a preocupação com o desaparecimento da cristã Simin Soheilinia, que está sem contato com a família há quase três semanas.
Simin, de 48 anos, estava detida na Prisão de Evin, na capital Teerã, conhecida por denúncias recorrentes de violações de direitos humanos. Ela completou mais um ano de vida no último dia 21 de março sem qualquer comunicação externa, o que intensifica o temor por sua segurança.
A cristã foi presa em setembro de 2025, ao retornar ao país após viver no Canadá. Ela havia voltado ao Irã por motivos familiares, mas acabou detida sob acusações relacionadas à participação em uma igreja doméstica, considerada pelas autoridades como ameaça à segurança nacional.
Inicialmente levada para a Prisão de Qarchak, Simin foi posteriormente transferida para Evin. Antes do agravamento do conflito, ela havia conseguido reduzir sua pena de 10 anos para 3 anos e 6 meses, com possibilidade de cumprir parte da condenação fora da prisão, sob monitoramento eletrônico. No entanto, com a eclosão da guerra, todas as comunicações foram interrompidas.
Relatos recentes indicam um cenário crítico nas unidades prisionais iranianas: abandono de postos por guardas, controle interno assumido por forças de segurança, suspensão de visitas e atendimento médico, além de alimentação precária — fatores que aumentam a vulnerabilidade dos detentos.
Dados apontam que, até o fim de fevereiro de 2026, ao menos 48 cristãos estavam presos no país exclusivamente por causa da fé ou por envolvimento em atividades religiosas. Muitos desses casos envolvem acusações de “propaganda contra o Estado”, frequentemente usadas contra minorias religiosas.
Além das prisões, a pressão sobre cristãos no país também se intensificou no ambiente digital. A Guarda Revolucionária do Irã tem monitorado atividades em redes sociais e alertado cidadãos sobre possíveis punições por interações consideradas inadequadas, com base no Código Penal Islâmico.
O caso de Simin se soma a outros e reforça denúncias internacionais sobre perseguição religiosa e restrições à liberdade de expressão no Irã, especialmente em um contexto de instabilidade política e militar que agrava ainda mais a situação dos detentos.
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