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Nova gestão herda caixa comprometido e levanta críticas à administração anterior em São Luís

Relatório aponta mais de R$ 4,2 bilhões em contratos já firmados e questiona decisões do ex-prefeito Eduardo Braide.

Por Thais Cutrim

· 2 min de leitura

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 Nova gestão herda caixa comprometido e levanta críticas à administração anterior em São Luís
A nova gestão da Prefeitura de São Luís assumiu o comando do município com grande parte dos recursos já comprometida. De acordo com levantamento divulgado pelo site Observatório, a prefeita recebeu um cenário financeiro com cerca de R$ 4,27 bilhões vinculados a contratos firmados ainda na administração do ex-prefeito Eduardo Braide.

Embora a prestação de contas de 2025 indicasse um caixa de aproximadamente R$ 4,5 bilhões sem compromissos, os valores teriam sido posteriormente empenhados, limitando a margem de manobra da atual gestão para novos investimentos.

O relatório também traz críticas a áreas estratégicas da administração anterior. No transporte público, são apontados problemas como falta de reajuste tarifário, atrasos em subsídios e sucessivas greves no sistema. Já na saúde, o levantamento questiona a ausência de licitações próprias para compra de insumos, com predominância de adesões a atas de registro de preços e contratos emergenciais.

Na área de infraestrutura, a gestão da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), comandada por David Col Debella, também é alvo de críticas. Segundo as denúncias citadas, obras teriam sido concentradas em poucas empresas e executadas, em muitos casos, sem planejamento técnico adequado, o que teria resultado em retrabalho e problemas persistentes, como alagamentos.

O documento menciona ainda acusações feitas por um empreiteiro contra a gestão anterior, incluindo suspeitas de irregularidades em contratos e uso de recursos públicos. Até o momento, não há confirmação oficial das denúncias por parte das autoridades competentes.

No campo político-administrativo, o texto aponta dificuldades na relação com o Legislativo municipal, alegando falta de diálogo e não execução de emendas parlamentares obrigatórias, o que teria gerado desgastes institucionais.

Até agora, o ex-prefeito e os citados não se manifestaram sobre as acusações. A atual administração deve avaliar os contratos em vigor e definir estratégias para reorganizar as finanças e retomar investimentos em áreas prioritárias da capital maranhense.

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