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Pesquisa do IFMA desenvolve absorvente biodegradável com fibras de sementes de juçara

Projeto busca transformar resíduos vegetais em uma alternativa sustentável para a higiene menstrual, contribuindo para a redução do impacto ambiental e o combate à pobreza menstrual.

Por Mila Farias

· 3 min de leitura

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Pesquisa do IFMA desenvolve absorvente biodegradável com fibras de sementes de juçara
Uma pesquisa desenvolvida por pesquisadores ligados ao Instituto Federal do Maranhão (IFMA) busca criar uma alternativa mais sustentável para a produção de absorventes menstruais. A proposta utiliza fibras provenientes de sementes de juçara, fruta bastante conhecida no Maranhão, para desenvolver um produto biodegradável e reduzir o impacto ambiental provocado pelo descarte de absorventes convencionais.

A iniciativa aposta no aproveitamento de resíduos vegetais que normalmente são descartados após o processamento da fruta. A juçara, tradicionalmente consumida na região, possui sementes que podem ser reaproveitadas como matéria-prima para novos produtos, contribuindo para a economia circular e o uso mais eficiente dos recursos naturais.

O desenvolvimento do absorvente biodegradável representa uma possibilidade de unir inovação científica, sustentabilidade e benefícios sociais. Atualmente, muitos absorventes descartáveis possuem componentes plásticos que dificultam a decomposição no meio ambiente. Por isso, pesquisas que utilizam fibras naturais procuram alternativas capazes de diminuir a quantidade de resíduos gerados.

Além da questão ambiental, o projeto também se relaciona com o enfrentamento da pobreza menstrual, problema que atinge pessoas que não possuem condições financeiras para adquirir produtos adequados de higiene durante o período menstrual. A busca por materiais acessíveis e sustentáveis pode contribuir para ampliar as possibilidades de desenvolvimento de produtos mais econômicos no futuro.

O uso das fibras de juçara também pode agregar valor a um recurso regional, criando novas oportunidades para o aproveitamento de resíduos da cadeia produtiva da fruta. A proposta acompanha uma tendência de pesquisas que procuram substituir matérias-primas convencionais por alternativas de origem vegetal e menor impacto ambiental.

Entretanto, para que o produto possa chegar ao mercado, é necessário avaliar aspectos como capacidade de absorção, resistência, conforto, segurança para a pele e tempo de decomposição.  Também são necessários testes que comprovem a qualidade do material e sua adequação ao uso menstrual.
A iniciativa destaca o potencial das instituições públicas de ensino e pesquisa para desenvolver soluções relacionadas aos desafios ambientais e sociais.

 Ao investigar novas aplicações para as fibras de juçara, o projeto pode contribuir para ampliar o conhecimento científico sobre materiais biodegradáveis e estimular o aproveitamento sustentável de recursos encontrados no Maranhão.

A pesquisa também reforça a importância de transformar resíduos em matéria-prima, reduzindo o descarte e incentivando práticas mais sustentáveis. Caso os estudos avancem e os testes confirmem a viabilidade do produto, o absorvente poderá representar uma alternativa aos modelos convencionais.

O desenvolvimento ainda depende da validação técnica e sanitária necessária para garantir que o produto seja seguro e eficaz. A proposta, porém, demonstra como recursos naturais regionais podem inspirar soluções inovadoras para questões de saúde, sustentabilidade e inclusão social.

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