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Maranhão realiza primeiro transplante de fígado de urgência da história e salva paciente filipino

Trabalhador de navio atracado no Porto do Itaqui desenvolveu hepatite fulminante e recebeu alta após dois meses de recuperação.

Por Thais Cutrim

· 2 min de leitura

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Maranhão realiza primeiro transplante de fígado de urgência da história e salva paciente filipino
O Maranhão alcançou um marco na medicina de alta complexidade ao realizar o primeiro transplante hepático de urgência de sua história. O procedimento foi realizado no dia 6 de março, em São Luís, e garantiu a sobrevivência de um paciente filipino que desenvolveu um quadro grave de hepatite fulminante enquanto trabalhava em um navio atracado no Porto do Itaqui.

Segundo o médico Romerito Neiva, responsável pela cirurgia, o paciente apresentou rápida evolução para insuficiência hepática aguda grave, com comprometimento neurológico, metabólico e da função do fígado. Diante da gravidade do quadro, o transplante tornou-se a única alternativa capaz de salvar sua vida.

A operação exigiu uma grande mobilização envolvendo equipes médicas, centrais estadual e nacional de transplantes, além de apoio logístico para garantir a chegada do órgão doado. O procedimento foi realizado com sucesso e, após cerca de dois meses de recuperação, o paciente recebeu alta hospitalar na segunda quinzena de maio.

De acordo com os especialistas, o caso demonstrou a capacidade técnica e estrutural do Maranhão para realizar procedimentos de alta complexidade, consolidando o estado como referência na área de transplantes hepáticos.

O médico destacou ainda que o resultado só foi possível graças à doação de órgãos e ao trabalho integrado de profissionais de diversas áreas da saúde. Para ele, o caso reforça a importância da solidariedade das famílias doadoras e evidencia o avanço da medicina especializada no estado.

A cirurgia inédita é considerada um marco para a saúde maranhense e simboliza o fortalecimento dos serviços de transplantes realizados fora dos grandes centros médicos do país.

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