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Caso das crianças desaparecidas em Bacabal completa um mês sem pistas concretas
Buscas mobilizaram mais de mil pessoas, uso de tecnologia avançada e forças federais, mas família segue sem respostas sobre o paradeiro de Ágatha Isabelly e Allan Michael
Por Thais Cutrim
04 de Fevereiro de 2026 às 16:56
Um mês após o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, a família continua vivendo dias de angústia e incerteza em Bacabal, no interior do Maranhão. Até o momento, a Polícia Civil não confirmou nenhuma pista concreta sobre o paradeiro das crianças, vistas pela última vez na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos.
A mãe das crianças, Clarice Cardoso, relata o sofrimento causado pela ausência de informações. Segundo ela, a dor aumenta a cada dia sem notícias. A avó também descreve o desaparecimento como um pesadelo contínuo, marcado pela falta de respostas das autoridades.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações seguem sob responsabilidade de uma comissão especial criada exclusivamente para o caso. O inquérito já ultrapassa 200 páginas e reúne dezenas de depoimentos. Segundo o delegado-geral adjunto operacional, Ederson Martins, as apurações incluem reconstruções detalhadas do trajeto percorrido pelas crianças e análises técnicas realizadas ao longo de 30 dias.
O último rastro confirmado foi identificado por cães farejadores em uma cabana abandonada, conhecida como “casa caída”, localizada a cerca de 3,5 quilômetros, em linha reta, do ponto onde as crianças desapareceram. O local foi descrito pelo primo das vítimas, Anderson Kauã, que estava com elas no momento do sumiço e sobreviveu após conseguir sair da mata.
As informações repassadas pelo menino foram fundamentais para a reconstrução do trajeto. Segundo o relato, as crianças entraram na mata para buscar maracujá e acabaram se perdendo ao tentar evitar serem vistas por um parente. Ele afirmou que não havia nenhum adulto acompanhando o grupo e que, após se abrigarem próximos à casa abandonada, houve a separação entre ele e os irmãos.
Durante as primeiras semanas, as buscas mobilizaram mais de mil pessoas, entre agentes das forças de segurança estaduais e federais, além de voluntários. Foram percorridos mais de 200 quilômetros por terra e por água, incluindo áreas de mata fechada, rios e pontos alagados. A Marinha realizou varreduras em cerca de 19 quilômetros do rio Mearim, com o uso de equipamentos de alta tecnologia.
Além de cães farejadores, as equipes utilizaram drones com câmeras termais, aeronaves do Centro Tático Aéreo, mergulhadores, botes, lanchas e um sonar de varredura lateral, capaz de identificar objetos submersos mesmo em águas turvas. Apesar do amplo aparato, nenhuma nova pista foi confirmada.
Desde o dia 23 de janeiro, as buscas entraram em uma nova fase, com redução das varreduras na mata e foco concentrado na investigação policial. A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que as equipes permanecem em prontidão para retomar as buscas caso surjam novos indícios.
A Polícia Civil afirma que a investigação continua em andamento e que a conclusão do caso depende do esgotamento de todas as possibilidades. Enquanto isso, familiares seguem aguardando respostas sobre o destino das crianças.
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