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Exposição de crianças nas redes sociais acende alerta sobre privacidade e segurança
Especialistas apontam riscos duradouros e defendem autorização, cautela e envio restrito de imagens.
Por Thais Cutrim
24 de Fevereiro de 2026 às 08:35
A publicação de fotos e vídeos de crianças nas redes sociais deixou de ser vista apenas como um hábito familiar e passou a integrar debates sobre privacidade, segurança e responsabilidade digital. Juristas, educadores e especialistas alertam que a exposição precoce pode gerar impactos ao longo de toda a vida, exigindo reflexão antes de qualquer compartilhamento.
Dados da SaferNet Brasil reforçam a gravidade do cenário. Em 2023, a entidade recebeu mais de 71 mil denúncias relacionadas a materiais de abuso sexual infantil na internet — o maior número da série histórica. No ano seguinte, cerca de 64% das notificações continuaram associadas a esse tipo de conteúdo, evidenciando como registros aparentemente inocentes podem ser apropriados para fins criminosos.
Autorização como prática educativa
A criadora de conteúdo Sheylli Caleffi tem defendido, em suas redes sociais, que pedir permissão às crianças antes de fotografar ou publicar imagens deve se tornar rotina. Segundo ela, a atitude dos adultos serve de referência: ao consultar os filhos, pais e responsáveis ensinam que a imagem do outro merece respeito e consideração.
A juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e Juventude, também destaca que redes sociais não se comparam a álbuns de família tradicionais. Em entrevista ao portal GospelMais, a magistrada ressaltou que essas plataformas operam sob lógica pública e comercial, ampliando o alcance das publicações.
Mesmo perfis configurados como privados podem alcançar dezenas ou centenas de pessoas, além de não impedirem capturas de tela e redistribuição do conteúdo. Para a juíza, quando a intenção é compartilhar com familiares próximos, o envio direcionado é uma alternativa mais segura.
Mudança de postura entre pais
A empresária Bella Alves decidiu apagar todas as fotos do filho de suas redes sociais após perceber o desconforto da criança diante das câmeras. O caso simboliza uma mudança de mentalidade entre pais que questionam se a busca por curtidas e engajamento não estaria se sobrepondo à vivência dos momentos em família.
Para ela, maturidade digital significa reconhecer o lar como espaço de proteção, não de exposição pública, deixando que a própria criança, quando tiver maturidade, decida sobre sua presença no ambiente virtual.
Orientações para uma publicação consciente
Especialistas recomendam que pais e responsáveis avaliem alguns pontos antes de compartilhar imagens de menores:
* Definir a finalidade da publicação e optar por envio privado quando o público for restrito a familiares; * Observar se a criança demonstra concordância ou desconforto; * Refletir se o conteúdo pode gerar constrangimentos no futuro; * Evitar divulgar dados como endereço, rotina, uniforme escolar ou identificação completa; * Equilibrar o registro com a experiência real do momento; * Avaliar a motivação da postagem, diferenciando afeto de busca por visibilidade; * Lembrar que perfis restritos não impedem armazenamento ou redistribuição por terceiros.
O debate reforça que, na era digital, proteger a infância passa também por escolhas responsáveis no ambiente virtual.
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