Uma mulher foi presa temporariamente pela Polícia Civil do Maranhão, suspeita de tentar matar a própria cunhada durante uma disputa familiar em São Domingos do Maranhão, a cerca de 380 km de São Luís. A prisão aconteceu na manhã desta quarta-feira (26), durante uma operação realizada por equipes da Delegacia de Polícia Civil do município.
Segundo a investigação, o crime aconteceu em 17 de abril de 2026, por volta das 6h. A suspeita teria utilizado um revólver calibre .38 para atirar contra a cunhada. De acordo com a Polícia Civil, o disparo teria sido direcionado ao rosto da vítima, mas não atingiu diretamente essa região.
A mulher foi atingida no antebraço e na orelha. Após o ataque, ela recebeu atendimento médico e precisou passar por um procedimento cirúrgico. Depois de receber alta hospitalar, a vítima prestou depoimento aos investigadores e forneceu informações que ajudaram a polícia a esclarecer a dinâmica da tentativa de homicídio.
Durante a operação desta quarta-feira, além do mandado de prisão temporária, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão em um imóvel localizado na Rua Itaúna, no Centro de São Domingos do Maranhão. A suspeita foi encontrada no endereço, recebeu voz de prisão e foi encaminhada para os procedimentos legais.
Os policiais também recolheram materiais durante o cumprimento do mandado de busca. Os objetos apreendidos deverão passar por análise e podem contribuir para o avanço das investigações, especialmente na tentativa de esclarecer as circunstâncias do ataque e a motivação do crime.
Uma das principais linhas investigadas pela Polícia Civil aponta que a tentativa de homicídio pode estar relacionada a uma disputa por herança envolvendo a suspeita e o marido da vítima. O conflito familiar teria antecedido o ataque, mas as circunstâncias e a motivação ainda estão sendo apuradas pelas autoridades.
A investigação continua para esclarecer todos os detalhes do caso, incluindo a dinâmica do crime, a possível motivação e se outras pessoas tiveram algum tipo de participação na tentativa de homicídio.
A mulher presa permanece à disposição da Justiça. Por se tratar de uma investigação em andamento, ela é considerada suspeita e ainda terá direito à defesa e ao devido processo legal.
O caso chama atenção para os conflitos familiares que podem evoluir para situações de violência grave. A Polícia Civil segue reunindo provas e ouvindo pessoas envolvidas para concluir a investigação e encaminhar os resultados ao Poder Judiciário.