Candidato suspeito de usar inteligência artificial em concurso para delegado segue preso no Maranhão
Homem foi flagrado utilizando celular e ferramenta de IA durante a prova em São Luís. Ele permanece detido após não pagar fiança fixada em dez salários mínimos.
Por Mila Farias
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Um candidato ao cargo de delegado da Polícia Civil do Maranhão continua preso após ser suspeito de tentar fraudar o concurso público da instituição com o auxílio de uma ferramenta de inteligência artificial (IA). A informação foi confirmada pela Polícia Civil nesta terça-feira (3). O homem permanece em uma unidade prisional de São Luís porque não pagou a fiança estabelecida em dez salários mínimos.
O candidato, identificado pelas iniciais J.G.B., foi preso em flagrante no domingo (1º), durante a aplicação das provas em uma faculdade particular da capital maranhense. Segundo a Polícia Civil, ele utilizava um aparelho celular para acessar uma ferramenta de inteligência artificial e tentar encontrar respostas para as questões do concurso.
A irregularidade foi percebida por um fiscal responsável pela aplicação da prova, que identificou o uso indevido do telefone e acionou a equipe policial que estava de prontidão no local. Após a abordagem, o candidato foi conduzido ao Plantão Central das Cajazeiras, onde prestou depoimento.
Na delegacia, ele foi autuado em flagrante pelo crime de fraude em certame de interesse público, previsto no artigo 311-A do Código Penal Brasileiro. A legislação prevê punição para quem utiliza meios fraudulentos para obter vantagem em concursos públicos e outros processos seletivos.
Durante os procedimentos policiais, foi estabelecida uma fiança equivalente a dez salários mínimos. Como o valor não foi pago, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil também informou que, durante a consulta aos antecedentes do candidato, foi identificado um registro criminal anterior relacionado à violência doméstica. A existência desse registro, no entanto, não significa necessariamente que tenha ocorrido condenação.
O caso chamou atenção por envolver o uso de inteligência artificial como possível ferramenta para tentar obter vantagem indevida em um concurso público. A ocorrência também levanta discussões sobre os mecanismos de fiscalização e segurança adotados durante a realização de provas.
A investigação deverá apurar as circunstâncias da tentativa de fraude e os elementos reunidos durante a abordagem. Até a divulgação das informações, o candidato continuava preso, e não havia confirmação de uma decisão judicial posterior sobre o caso.