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Frequência aos cultos influencia crenças de protestantes nos EUA, aponta estudo
Levantamento mostra diferenças significativas em temas bíblicos e morais entre fiéis assíduos e esporádicos.
Por Thais Cutrim
30 de Março de 2026 às 14:40
Um estudo divulgado pela Lifeway Research revelou diferenças nas convicções religiosas entre cristãos protestantes nos Estados Unidos, de acordo com a frequência de participação nos cultos. A pesquisa indica que frequentadores semanais tendem a demonstrar maior adesão a ensinamentos bíblicos em comparação com aqueles que vão à igreja apenas algumas vezes por mês.
O levantamento ouviu 3.001 pessoas entre os dias 6 e 15 de janeiro, com margem de erro de 1,9 ponto percentual e nível de confiança de 95%.
Entre os participantes que frequentam cultos semanalmente, 85% afirmaram acreditar com convicção na ressurreição física de Jesus, enquanto entre os frequentadores esporádicos esse percentual cai para 64%. A diferença também aparece na compreensão sobre a identidade de Cristo: 61% dos assíduos rejeitam a ideia de que Jesus foi apenas um mestre, contra 37% entre os menos frequentes.
Outros temas seguem o mesmo padrão. Entre os frequentadores regulares, 84% defendem o casamento entre homem e mulher, frente a 68% dos esporádicos. Já a crença de que a Bíblia é literalmente verdadeira é compartilhada por 64% dos assíduos, número que cai para 37% entre os demais.
Em questões morais, 68% dos frequentadores semanais consideram o sexo fora do casamento como pecado, enquanto entre os esporádicos o índice é de 42%. Sobre o aborto, 61% dos assíduos classificam a prática como pecado, frente a 38% entre aqueles que frequentam menos, segundo informações do The Christian Post.
O estudo também apontou diferenças em temas contemporâneos: 71% dos frequentadores semanais discordam da ideia de escolha de gênero independente do sexo biológico, contra 51% entre os esporádicos.
O estatístico Daniel Price afirmou que os dados indicam a necessidade de atenção por parte das lideranças religiosas, destacando que a menor frequência aos cultos pode influenciar a formação de convicções. Já o diretor executivo Scott McConnell ressaltou que as diferenças estão relacionadas à forma como cada grupo percebe a autoridade das Escrituras, e que o ensino bíblico consistente pode fortalecer o engajamento dos fiéis.
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