Um levantamento divulgado pela organização Portas Abertas, em parceria com outras instituições, revelou que 15 países impõem restrições extremas ao acesso à Bíblia, tornando a prática da fé cristã um desafio diário para milhões de pessoas.
A pesquisa, divulgada em outubro de 2025, analisou fatores como importação, impressão, distribuição, armazenamento e acesso digital às Escrituras, além das consequências legais e sociais enfrentadas pelos cristãos.
Entre os dez países onde é mais difícil ter acesso à Bíblia estão Somália, Afeganistão, Iêmen, Coreia do Norte, Mauritânia, Eritreia, Líbia, Argélia, Irã e Turcomenistão. Os outros países com alto nível de restrição são Sudão, Maldivas, Comores, Tunísia e Tajiquistão.
Segundo o relatório, governos autoritários, grupos extremistas e leis religiosas rigorosas consideram a Bíblia uma ameaça política, cultural ou religiosa. Em alguns locais, possuir um exemplar das Escrituras pode levar à prisão, expulsão familiar, agressões, pena de morte ou até execução.
Na Coreia do Norte, por exemplo, a posse de uma Bíblia pode resultar em prisão perpétua ou execução. Já na Somália e no Afeganistão, até mesmo o acesso digital às Escrituras é monitorado e pode colocar a vida dos cristãos em risco.
O documento também destaca histórias de cristãos que recorrem à memorização de passagens bíblicas para preservar a fé diante da possibilidade de terem seus exemplares confiscados pelas autoridades.
A Portas Abertas reforça que, apesar da perseguição, a Bíblia continua sendo uma fonte de esperança e fortalecimento espiritual para comunidades cristãs ao redor do mundo. A organização também incentiva ações de oração, apoio e conscientização sobre a realidade enfrentada pelos cristãos perseguidos.