As medidas anunciadas pelo governo federal para estimular a economia em 2026 já movimentam aproximadamente R$ 283,2 bilhões. O valor consta em levantamento do banco suíço UBS divulgado pelo g1.
O montante se aproxima dos cerca de R$ 325 bilhões, em valores atualizados pela inflação, mobilizados durante o governo de Jair Bolsonaro no ano eleitoral de 2022. Apesar da proximidade dos números, os dois governos adotaram estratégias diferentes.
Em 2022, grande parte do impacto veio diretamente dos cofres públicos. Aproximadamente R$ 167,7 bilhões estavam relacionados a isenções e desonerações tributárias, enquanto outros R$ 123 bilhões foram destinados ao reforço de programas sociais, incluindo o Auxílio Brasil e os benefícios temporários para caminhoneiros e taxistas.
Já em 2026, o governo Lula tem recorrido principalmente à ampliação da oferta de crédito. Dos recursos anunciados, cerca de R$ 193,5 bilhões, equivalentes a 69% do total, dependem da contratação de empréstimos por consumidores ou empresas, alguns deles garantidos por fundos públicos.
A estratégia, porém, enfrenta obstáculos como o elevado endividamento das famílias e a inadimplência. Um dos exemplos é o programa Move Brasil, que disponibilizou uma linha de R$ 30 bilhões para motoristas de aplicativo e taxistas comprarem veículos. Segundo os dados apresentados, apenas R$ 2 bilhões haviam sido liberados nos primeiros meses.
O Ministério da Fazenda rejeitou a interpretação de que as iniciativas tenham finalidade eleitoral. A pasta afirmou que as medidas fazem parte de uma política econômica iniciada no começo do governo e destacou a busca pelo equilíbrio fiscal e por superávits primários.
A Fazenda também defendeu programas de renegociação de dívidas e a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. Segundo o ministério, as iniciativas procuram reduzir o endividamento das famílias, aumentar a justiça tributária e enfrentar problemas estruturais da economia brasileira.
Com informações do g1 e levantamento do UBS.