PF mira familiares de Weverton Rocha em nova fase da Operação Sem Desconto
Senador não foi alvo das buscas realizadas nesta terça-feira (4), mas permanece entre os investigados no caso. A nova etapa apura suspeitas de lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de cobranças irregulares sobre benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo informações divulgadas pelo g1, estão entre os alvos desta etapa a esposa, a filha e duas irmãs do senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo no Senado.
Ao todo, os policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão no Maranhão e no Distrito Federal. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Weverton Rocha não foi alvo dos mandados cumpridos nesta terça-feira. O parlamentar, entretanto, está entre os investigados na operação e já havia sido alvo de busca e apreensão durante uma fase realizada em dezembro de 2025.
A nova etapa concentra-se em suspeitas de lavagem de dinheiro. A PF apura indícios de que pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, empresas e transações em espécie teriam sido utilizadas para ocultar a origem e o destino dos valores investigados.
O objetivo das diligências é esclarecer a movimentação dos recursos, identificar a finalidade dos repasses e individualizar a possível participação de cada investigado. A existência de investigação ou o cumprimento de mandado de busca não representa condenação.
O advogado e empresário Willer Tomaz também foi alvo de uma diligência. Em nota, sua defesa afirmou que a medida estaria relacionada ao fato de ele ser proprietário de uma aeronave utilizada, em caráter particular, por Weverton Rocha. A defesa declarou ainda que Tomaz não integra o esquema investigado e se colocou à disposição das autoridades.
A Operação Sem Desconto teve início depois que investigações da Polícia Federal identificaram um suposto esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS entre 2019 e 2024. De acordo com as apurações, os valores envolvidos podem chegar a R$ 6,3 bilhões.
Até a atualização da reportagem original, a equipe do senador havia sido procurada, mas ainda não havia apresentado manifestação sobre a nova fase da operação.
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