Uma criança autista e não verbal teve uma fratura grave no braço direito após ser arremessada ao chão durante uma sessão terapêutica em uma clínica particular de São Luís. O caso aconteceu no dia 24 de julho, mas ganhou repercussão nesta semana depois que imagens de uma câmera de segurança foram divulgadas.
No vídeo, um homem aparece interagindo com a criança durante o atendimento. Em determinado momento, ele arremessa a vítima contra o chão. Segundo a família, a criança deixou a clínica chorando e com o braço machucado.
Após a ocorrência, exames médicos confirmaram a gravidade da lesão. A criança precisou passar por uma cirurgia de urgência no cotovelo e permaneceu cerca de 30 dias em recuperação. Depois do período de tratamento, ela começou a retomar gradualmente a rotina de atividades.
A família registrou um boletim de ocorrência e apresentou o caso às autoridades. As imagens da câmera de segurança passaram a fazer parte da investigação e ajudaram a esclarecer a dinâmica do episódio.
O homem que aparece nas imagens foi demitido pela clínica após o caso. Segundo a delegada responsável pela investigação, ele também foi indiciado por lesão corporal de natureza grave. A função que ele exercia na clínica não foi informada.
O crime pelo qual o homem foi indiciado prevê pena de um a cinco anos de reclusão. O inquérito policial foi concluído e encaminhado à Justiça no dia 15 de agosto.
Agora, o caso está sob análise do Ministério Público do Maranhão. O processo tramita em segredo de Justiça, por isso outras informações sobre a investigação e os envolvidos não foram divulgadas.
A agressão ocorreu dentro de um espaço destinado ao atendimento terapêutico da criança, o que aumentou a preocupação da família diante da situação. As imagens registradas pelo circuito interno mostram o momento em que a criança é arremessada ao chão durante o atendimento.
Segundo os familiares, além da lesão física, o episódio interrompeu temporariamente a rotina de atividades da criança, que precisou passar pelo procedimento cirúrgico e por um período de recuperação.
Com o encerramento do inquérito e o encaminhamento do caso à Justiça, caberá às autoridades responsáveis analisar as provas reunidas e decidir sobre os próximos passos do processo. O Ministério Público deverá avaliar o material produzido durante a investigação e a acusação apresentada contra o investigado.
Enquanto isso, a criança está retomando as atividades após o período de recuperação. O caso permanece sob sigilo judicial.