
Os rodoviários que operam as linhas do transporte semiurbano na Grande São Luís voltaram a paralisar as atividades nesta quarta-feira, dia 4, poucas horas após retomarem a circulação. A categoria havia retornado ao trabalho depois de aceitar uma proposta de reajuste salarial de 5,5%, apresentada pela classe patronal, mas decidiu cruzar os braços novamente.
Com a nova paralisação, a Grande Ilha volta a ficar sem transporte coletivo, já que a greve continua também nas linhas que atendem São Luís. Os ônibus do sistema semiurbano fazem a ligação entre a capital e os municípios de São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.
Segundo os trabalhadores, o reajuste proposto não atende às reivindicações da categoria, que cobra, além de melhores salários, mais segurança, o fim do acúmulo de função — quando o motorista também atua como cobrador — e outros benefícios.
Durante a paralisação, passageiros que estavam nos ônibus precisaram descer antes de chegar aos seus destinos. Por volta das oito horas da manhã, rodoviários passaram a parar os coletivos em frente ao Terminal de Integração da Praia Grande e, em seguida, utilizaram um ônibus para bloquear a avenida Beira-Mar, no sentido Areinha. A manifestação provocou congestionamento no trânsito da região central de São Luís.
De acordo com os rodoviários, a paralisação foi uma iniciativa direta dos trabalhadores e já foi comunicada ao sindicato da categoria.
Em nota, a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos, a MOB, informou que, após audiência realizada ontem no Tribunal Regional do Trabalho, o sistema semiurbano havia retomado a operação na capital e nos municípios da Região Metropolitana. Sobre a paralisação registrada nesta manhã, a agência afirmou que se trata de uma questão entre os sindicatos, que segue em discussão, e destacou que o Governo do Estado mantém o pagamento do subsídio em dia e acompanha as negociações.
A greve também gerou reflexos no transporte por aplicativo. O Procon do Maranhão entrou com uma ação civil pública contra a Uber e a 99, por aumento considerado abusivo no valor das corridas durante a paralisação dos ônibus.
Segundo o órgão, os reajustes ocorreram em um período de restrição do transporte público, elevando a demanda por aplicativos e prejudicando milhares de consumidores. O Procon afirma que o Código de Defesa do Consumidor proíbe o aproveitamento de situações de necessidade para obter vantagem excessiva.
O Procon pediu à Justiça uma liminar para redução imediata dos preços, além de explicações sobre os critérios usados pelas plataformas e o pagamento de indenização por dano moral coletivo. As empresas foram procuradas, mas ainda não se manifestaram.
O órgão orienta que consumidores denunciem cobranças abusivas pelo site ou aplicativo do Procon-MA.
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