O líder evangélico Franklin Graham, presidente da organização humanitária Samaritan’s Purse e filho do pastor Billy Graham, declarou apoio público à operação militar coordenada entre Estados Unidos e Israel contra o regime do Irã.
Em mensagem publicada na rede social X, Graham agradeceu ao presidente Donald Trump e classificou a ofensiva como uma oportunidade histórica para que o povo iraniano conquiste liberdade. Ele afirmou que o regime iraniano acumula décadas de ataques contra cidadãos americanos e chamou o governo de Teerã de “império do mal”.
O posicionamento do líder religioso está fundamentado em uma visão teológica compartilhada por segmentos evangélicos conservadores, que interpretam acontecimentos geopolíticos como parte de um propósito divino. Graham também destacou a postura de Trump, apontando coragem do presidente ao enfrentar o regime iraniano.
Ao criticar o governo do aiatolá Ali Khamenei, cuja morte foi confirmada durante os bombardeios, Graham mencionou o histórico de repressão e violações de direitos humanos no país. Dados da Anistia Internacional indicam que mais de mil execuções foram registradas no Irã em 2025.
O Irã também figura entre os países que mais perseguem cristãos no mundo, segundo a organização Portas Abertas, ocupando a 10ª posição no ranking global.
Antes dos ataques, mais de 200 líderes cristãos iranianos divulgaram manifesto apoiando o príncipe Reza Pahlavi, filho do ex-xá Mohammad Reza Pahlavi, defendendo uma transição política no país.
Enquanto parte da comunidade judaico-cristã internacional vê a ofensiva como esperança de mudança e maior segurança para Israel, analistas alertam para o risco de instabilidade e agravamento da crise humanitária. A comunidade internacional acompanha os desdobramentos e os impactos da operação na população civil iraniana.