Uma operação da Polícia Civil realizada na manhã desta quarta-feira (20) prendeu suspeitos investigados por integrar um grupo criminoso responsável por aplicar golpes em transferências bancárias e Pix. A ação ocorreu nos estados do Maranhão, Goiás, Tocantins e Mato Grosso.
Segundo a Polícia Civil, foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva. A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 1,9 milhão em bens e valores ligados aos investigados.
De acordo com as investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 4,8 milhões por meio de fraudes eletrônicas. Os suspeitos utilizavam páginas falsas de instituições financeiras digitais, divulgadas por anúncios pagos em plataformas de busca na internet.
Ao acessarem os links falsificados, as vítimas acreditavam estar no ambiente oficial do banco e inseriam dados pessoais e bancários. As informações eram então utilizadas pelos criminosos para acessar as contas verdadeiras e realizar transferências fraudulentas.
A delegada Bárbara Butinni informou que o grupo utilizava uma técnica conhecida como “session hijack”, ou sequestro de sessão, para capturar os dados das vítimas durante o acesso às páginas falsas.
A investigação aponta que pelo menos 18 pessoas foram vítimas do golpe. Ainda segundo a polícia, três dos investigados já haviam sido denunciados pelo mesmo tipo de crime no estado do Tocantins em 2022.
Os suspeitos podem responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático, furto mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Durante a operação, outras duas pessoas também foram presas em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Com elas, os policiais apreenderam cerca de 10 quilos de maconha.
A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar outros envolvidos e rastrear o destino do dinheiro movimentado pelo grupo criminoso.