Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (20) pelo Imazon apontou o Maranhão como um dos estados com maiores desafios de qualidade de vida do país. De acordo com o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, o estado ficou na penúltima colocação do ranking nacional, com 57,59 pontos, abaixo da média brasileira.
O estudo avalia a qualidade de vida da população com base em 57 indicadores sociais e ambientais, utilizando dados de órgãos públicos como IBGE, DataSUS, Inep e MapBiomas. Entre os critérios analisados estão saúde, educação, moradia, inclusão social, segurança e meio ambiente.
Entre as capitais brasileiras, São Luís aparece na 17ª posição nacional, com 65,64 pontos. A capital maranhense lidera o ranking estadual, seguida por Paço do Lumiar, com 63,06 pontos, e São José de Ribamar, com 62,42.
Apesar do melhor desempenho no estado, São Luís ainda enfrenta desafios estruturais e ocupa apenas a 663ª colocação entre os municípios brasileiros. O levantamento aponta dificuldades relacionadas ao acesso a serviços essenciais e à desigualdade social.
Por outro lado, a capital teve destaque positivo no eixo de Oportunidades, principalmente no indicador de Inclusão Social, no qual alcançou a 41ª posição nacional. O estudo também identificou avanços em áreas como saúde, acesso à informação e infraestrutura urbana.
Na outra ponta do ranking, municípios maranhenses aparecem entre os piores índices do país. Peritoró registrou 47,53 pontos e figura entre os municípios com menor qualidade de vida do Brasil. Também aparecem em situação crítica Cajari, com 47,87 pontos, e Marajá do Sena, com 47,90.
Segundo o relatório, esses municípios apresentam dificuldades em praticamente todos os indicadores avaliados, especialmente nas áreas de inclusão social, acesso a serviços básicos e oportunidades.
O IPS Brasil avalia os 5.570 municípios brasileiros e é desenvolvido em parceria entre o Imazon, Fundação Avina, Amazônia 2030, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative. O índice mede não apenas fatores econômicos, mas também o acesso da população a direitos básicos e condições adequadas de vida.