O consumo das famílias brasileiras em supermercados cresceu 1,92% no primeiro trimestre de 2026, segundo balanço divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados. Apenas em março, o avanço foi de 6,21% em relação a fevereiro e de 3,20% na comparação com o mesmo mês de 2025.
De acordo com a entidade, o desempenho foi influenciado pela antecipação de compras para a Páscoa e pela maior circulação de recursos na economia, como os repasses do Bolsa Família e do PIS/Pasep.
Apesar do aumento no consumo, o custo da cesta básica também subiu. O indicador Abrasmercado registrou alta de 2,20% em março, elevando o valor médio de R$ 802,88 para R$ 820,54. Entre os produtos com maior aumento estão o feijão, com alta de 15,40%, e o leite longa vida, que subiu 11,74%. Alimentos in natura, como tomate (+20,31%), cebola (+17,25%) e batata (+12,17%), também pressionaram os preços.
Por outro lado, alguns itens apresentaram queda, como açúcar refinado, café, óleo de soja e arroz. No grupo das proteínas, houve aumento nos preços dos ovos e da carne bovina, enquanto frango e pernil registraram recuo.
Nos setores de higiene e limpeza, os preços tiveram variações moderadas, com destaque para aumentos em detergente, desinfetante e sabonete.
Regionalmente, o Nordeste apresentou a maior alta no custo da cesta, com variação de 2,49% em março. Já as demais regiões também registraram elevação, porém em menor intensidade.
Para o segundo trimestre, a Abras projeta novo crescimento no consumo, impulsionado pelo pagamento antecipado do 13º salário de aposentados do INSS e pela restituição do Imposto de Renda. Ainda assim, a entidade alerta para possíveis pressões nos preços de alimentos, influenciadas por fatores como clima, logística e custos internacionais.