Uma menina de 12 anos tem enfrentado episódios de bullying religioso em uma escola na Ásia Central, segundo relato da família. Identificada como Mina, por questões de segurança, a jovem é filha de uma cristã chamada Adilya, e passou a ser alvo de perseguições após o envolvimento da família com atividades de uma igreja em uma comunidade de maioria muçulmana.
De acordo com a mãe, a estudante tem sofrido diversas formas de violência no ambiente escolar, incluindo notas injustamente baixas, ofensas verbais, humilhações públicas e o silenciamento de conquistas acadêmicas e artísticas, como seu desempenho em uma escola de música.
Os ataques não se limitaram ao espaço físico da escola. Durante o período de férias, Mina continuou recebendo mensagens ofensivas em grupos e conversas privadas. Segundo a família, muitas dessas mensagens faziam referência direta à fé cristã da adolescente como motivo das agressões.
Falta de apoio e impactos emocionais
Ao buscar diálogo com os pais dos alunos envolvidos, Adilya relatou que a maioria não respondeu ou minimizou a situação. Em um dos casos, a resposta recebida foi de que a menina deveria se sentir “feliz por não ter sido espancada”. Apenas uma colega pediu desculpas.
A situação tem causado impacto emocional significativo na jovem, além de reforçar o sentimento de isolamento. O caso também mobilizou iniciativas de apoio a crianças cristãs perseguidas na região, incluindo ações que incentivam o envio de mensagens e desenhos como forma de encorajamento.
A família pede apoio por meio de orações, destacando a necessidade de recuperação emocional da menina, sabedoria para lidar com o caso e mudanças no ambiente escolar e comunitário onde vivem.