O Ministério dos Transportes e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) iniciam, na próxima quinta-feira (10), as obras de reconstrução do lado esquerdo da Ponte do Estreito dos Mosquitos, na BR-135, em São Luís. A estrutura é um dos principais acessos rodoviários entre a capital maranhense e o continente.
A obra foi contratada por R$ 176,7 milhões e teve a ordem de serviço emitida na terça-feira (1º). A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos em 2027, embora ainda não exista uma data definida para a entrega da nova estrutura.
A decisão pela reconstrução ocorreu após inspeções identificarem problemas estruturais na ponte, como deslocamento de blocos de concreto, corrosão de componentes metálicos, fissuras, exposição e oxidação das armaduras e perda de rigidez. Segundo o DNIT, as condições encontradas tornam necessária a demolição da estrutura antiga e a construção de uma nova travessia.
O trabalho será realizado de maneira gradual e controlada para evitar impactos sobre a estrutura que continuará funcionando. O lado direito da ponte permanecerá aberto ao tráfego durante as obras. O DNIT informou que foram realizados serviços de recuperação das juntas de dilatação e que a estrutura em funcionamento segue sendo monitorada 24 horas por dia.
Durante a execução da obra, não está prevista a implantação do sistema de Pare e Siga. A manutenção do tráfego será possível porque a Ponte Marcelino Machado é formada por duas estruturas paralelas.
Além da reconstrução, o DNIT anunciou uma restrição temporária para a circulação de caminhões de grande porte durante o feriado da Independência, em 7 de setembro. A medida será testada durante o período e poderá ser adotada de forma permanente, dependendo dos resultados.
A restrição será aplicada a veículos ou combinações de veículos com largura superior a 2,60 metros, altura acima de 4,40 metros, comprimento maior que 19,80 metros ou Peso Bruto Total Combinado (PBTC) superior a 58,5 toneladas. A regra também valerá para veículos que possuam Autorização Especial de Trânsito (AET). A fiscalização terá apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A estrutura que será demolida corresponde ao sentido de entrada em São Luís e foi construída em 1960. Ela possui 459 metros de extensão. Já a ponte utilizada no sentido de saída da capital tem 465 metros e continuará em operação.
De acordo com o DNIT, a ponte original foi projetada para suportar veículos de até 24 toneladas, enquanto as normas atuais para novas estruturas consideram capacidade para veículos de até 45 toneladas.
A reconstrução será executada pelo Consórcio Ponte Estreito Maranhão, formado pelas empresas Construtora A. Gaspar S/A e Arteleste Construções Ltda. O contrato inclui desde os estudos e projetos até a demolição da estrutura antiga e a construção da nova ponte.
A travessia é considerada estratégica para o Maranhão, pois pela região passam o abastecimento de São Luís e o acesso rodoviário ao complexo portuário da capital.