A crise no transporte público de São Luís voltou ao centro das discussões políticas após audiência pública realizada na Câmara Municipal, marcada por críticas à gestão do sistema e cobranças por soluções estruturais.
O debate foi motivado por mais uma ameaça de paralisação, além de dificuldades operacionais e da crescente dependência de subsídios públicos para garantir o pagamento de trabalhadores. A situação tem impactado diretamente a rotina de milhares de usuários na capital.
Durante a audiência, vereadores protagonizaram embates sobre as causas da crise. Pavão Filho, autor do requerimento, classificou o sistema como “caótico” e “ultrapassado”, destacando falhas recorrentes e a incapacidade de atender à demanda de uma cidade com mais de 1,5 milhão de habitantes.
O parlamentar também ressaltou que a responsabilidade pela organização do transporte é do município, cabendo ao poder público garantir a prestação adequada do serviço, seja por operação direta ou por concessão.
Outro ponto de crítica foi a ausência da secretária da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), Manuella Fernandes, na audiência. Segundo os vereadores, a falta de representantes do órgão compromete a transparência e dificulta o acesso a informações essenciais, como a planilha de custos do sistema.
A crise no transporte coletivo da capital maranhense segue sem solução imediata, enquanto aumentam as pressões por medidas que garantam a continuidade e a qualidade do serviço.