Apesar do cessar-fogo entre Irã, Estados Unidos e Israel ter interrompido temporariamente os confrontos, a situação interna no Irã continua marcada por tensão e repressão, especialmente contra cristãos e outras minorias religiosas.
Segundo relatos recentes, autoridades iranianas intensificaram ações de vigilância e repressão, incluindo invasões a residências sem mandado judicial, prisões arbitrárias e desaparecimentos forçados. Familiares dos detidos afirmam não receber informações sobre o paradeiro das vítimas, enquanto bens pessoais, como celulares e materiais religiosos, são confiscados.
Um dos casos envolve o jovem Anqa Siavashi, de 19 anos, detido após sua casa ser invadida na cidade de Shiraz, no dia 8 de abril de 2026. Situação semelhante ocorreu em 12 de abril, quando um casal foi preso em Kerman. Até o momento, não há informações oficiais sobre o local de detenção dessas pessoas.
De acordo com parceiros da organização Portas Abertas, cristãos de origem muçulmana estão entre os mais vulneráveis, frequentemente classificados pelo governo como “inimigos nacionais”. A avaliação é de que o atual cenário internacional pode estimular ainda mais a repressão interna, como já observado em episódios anteriores.
Além disso, o bloqueio da internet no país dificulta a divulgação de novos casos, levantando preocupações sobre possíveis violações ainda não reportadas.
O Irã ocupa a 10ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, que monitora a situação de cristãos em diferentes países. Organizações internacionais alertam para o risco crescente enfrentado por essas comunidades e reforçam a necessidade de atenção global diante das denúncias.