A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa na manhã desta quinta-feira (7), em Teresina, suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica grávida de cinco meses, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça do Maranhão após pedido da Polícia Civil. Segundo a defesa da investigada, ela irá responder ao processo e cumprir as determinações judiciais impostas. O governador do Maranhão, Carlos Brandão, confirmou a prisão e informou que as investigações continuam para identificar todos os envolvidos no caso.
Além da prisão da empresária, quatro policiais militares que atenderam a ocorrência foram afastados das funções. A medida foi confirmada pela Polícia Civil do Maranhão, após a divulgação de áudios em que Carolina afirma ter evitado ser levada à delegacia por conhecer um dos agentes que atenderam o caso.
Nos áudios, anexados ao inquérito policial, a empresária relata as agressões contra a vítima e afirma que a jovem “não era para ter saído viva”. Em outra gravação, Carolina descreve que as agressões duraram quase uma hora, com socos, tapas e violência física contínua.
A vítima, uma doméstica de 19 anos, denunciou ter sido espancada após ser acusada de roubar joias da ex-patroa. Segundo o depoimento, ela sofreu puxões de cabelo, socos e murros, além de ameaças de morte. A jovem afirmou que tentou proteger a barriga durante as agressões, já que está grávida de cinco meses.
De acordo com o relato, as agressões ocorreram no dia 17 de abril, na residência onde trabalhava. Mesmo após a joia ser encontrada em um cesto de roupas, os ataques continuaram. A vítima também afirmou que um homem armado participou das intimidações e agressões.
A investigação é conduzida pela Polícia Civil do Maranhão, por meio da 21ª Delegacia do Araçagy. A Ordem dos Advogados do Brasil classificou o caso como tortura agravada, lesão corporal, ameaça e calúnia.
Segundo a polícia, Carolina Sthela também responde a mais de dez processos judiciais. Em um dos casos, ela foi condenada em 2024 por calúnia após acusar falsamente uma ex-babá de roubo.
A jovem agredida também denunciou condições precárias de trabalho. Segundo o depoimento, ela trabalhava cerca de 10 horas por dia, acumulando funções domésticas e recebendo R$ 750 por pouco mais de duas semanas de serviço.
Em nota, a empresária afirmou que colabora com as investigações, repudiou qualquer forma de violência e pediu que não haja “julgamento antecipado” enquanto o caso segue em apuração.
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