A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, investigada por suspeita de torturar e agredir uma empregada doméstica grávida no Maranhão, foi transferida para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.
Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Carolina está custodiada em uma unidade feminina do sistema prisional maranhense. A prisão foi mantida após audiência de custódia realizada na 2ª Central das Garantias da Comarca da Ilha de São Luís. O processo segue em segredo de Justiça, conforme o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA).
A empresária foi presa na última quinta-feira (7), em Teresina, após ser localizada na casa de familiares. A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que ela tentava fugir, versão negada pela defesa.
O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de áudios atribuídos à investigada, nos quais ela relata agressões contra a vítima, uma jovem de 19 anos grávida de cinco meses, que trabalhava como doméstica na residência da empresária, em Paço do Lumiar.
Segundo a vítima, ela foi agredida após ser acusada de furtar um anel avaliado em R$ 5 mil. A jovem relatou ter sofrido puxões de cabelo, socos, murros e ameaças, além de afirmar que tentou proteger a barriga durante as agressões.
A Polícia Civil informou que Carolina Sthela é investigada pelos crimes de tentativa de homicídio triplamente qualificado, cárcere privado, calúnia, difamação e injúria. As investigações continuam para esclarecer todos os fatos e identificar possíveis envolvidos.
Também são investigados o policial militar Michael Bruno Lopes Santos, suspeito de participar das agressões, e quatro policiais militares que atenderam a ocorrência. A Corregedoria da PM abriu procedimentos administrativos para apurar a conduta dos agentes.
No sábado (10), a Polícia Civil apreendeu um carro e uma motocicleta ligados ao caso, encontrados sem placas em frente à residência da empresária. Os veículos foram recolhidos para perícia.
Ainda no sábado, a advogada Nathaly Moraes anunciou que deixou a defesa de Carolina Sthela após relatar ameaças e ataques sofridos nas redes sociais devido à repercussão do caso.
A defesa da empresária informou que pretende solicitar prisão domiciliar, alegando problemas de saúde, possível gravidez e a necessidade de cuidar do filho de seis anos.