A família do bebê Samuel Sousa Mendes, de apenas sete meses, denunciou suposto erro médico, falta de materiais básicos e dificuldades no atendimento no Hospital da Criança, localizado no bairro Alemanha, em São Luís. A criança está internada há cerca de duas semanas após apresentar um quadro de refluxo.
Samuel nasceu com má-formação na traqueia e faz uso de sonda e traqueostomia desde o nascimento. Segundo os familiares, o estado de saúde da criança se agravou após a realização de uma troca da traqueostomia feita por um médico plantonista, antes do procedimento previamente agendado com o especialista que acompanha o caso no Hospital Infantil Juvêncio Matos.
De acordo com a denúncia, durante o procedimento teria sido inserida uma cânula maior do que a necessária, provocando complicações graves. A família afirma que a criança ficou desacordada e sem resposta, sendo estabilizada apenas após a intervenção de um cirurgião acionado por uma enfermeira.
Os familiares também denunciam que o bebê recebeu alta mesmo apresentando baixa saturação e alteração no pulmão identificada em exame de raio-x. Dias depois, Samuel precisou retornar à unidade com agravamento do quadro clínico.
A família relata ainda falta de insumos básicos no hospital, como luvas, algodão e álcool para realização de curativos, além da necessidade de levar leite para alimentação da criança. Outro problema apontado foi um acesso venoso realizado no pescoço do bebê, que teria permanecido sangrando por três dias.
Após as complicações, Samuel teria contraído uma bactéria e atualmente depende de oxigênio contínuo. A equipe médica sugeriu a intubação da criança, mas a família afirma não concordar com o procedimento neste momento.
Os parentes agora pedem a transferência do bebê para o Hospital Infantil Juvêncio Matos, onde ele já realiza acompanhamento especializado. Segundo a família, o processo estaria sendo dificultado pela ausência de liberação de documentos e prontuário médico.
A Prefeitura de São Luís foi procurada para prestar esclarecimentos sobre o caso, mas ainda não havia se manifestado até o fechamento desta reportagem.