Os rodoviários do transporte público de São Luís e da Região Metropolitana iniciaram uma greve geral nas primeiras horas desta sexta-feira. A paralisação afeta a cerca de 700 mil passageiros e ocorreu após a categoria rejeitar a proposta de reajuste salarial apresentada pelas empresas.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão, foi oferecido reajuste de 2%, percentual considerado insuficiente. A categoria reivindica aumento salarial de 15%, tíquete-alimentação no valor de 1500 reais e a inclusão de mais um dependente no plano de saúde. A greve atinge linhas urbanas e semiurbanas e não há previsão para o retorno do serviço.
Uma reunião entre representantes dos rodoviários, das empresas, da Prefeitura de São Luís, do Governo do Maranhão e do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região está marcada para as três horas da tarde desta sexta-feira.
O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de São Luís, o SET, informou que acionou a Justiça para garantir a circulação de uma frota mínima durante a greve, por se tratar de um serviço essencial. A entidade afirmou que participou de diversas reuniões, mas que a Prefeitura não apresentou proposta de reajuste salarial para motoristas e cobradores.
Diante da paralisação, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, anunciou a liberação de vouchers para transporte por aplicativo enquanto durar a greve. No entanto, o gestor não detalhou a origem dos recursos, já que parte da lei municipal que autorizava o uso de subsídios para esse fim foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal.